28 janeiro 2015

Amor no arpoador

Noite de verão
Um luar
As expressões culturais

Do morro ao alto escalão
Os negros a dançar
E você a criar sarais

Não aprendi poesia
Nem suas regras
Nem suas rimas

Mas aprendi num dia
Sobre você, suas fantasias
Seus poemas e alegrias

A descoberta no arpoador
As peripécias na Urca
O sexo em frente ao Cristo

As conversas sobre a dor
A nudez: sem burca
E a intimidade disto

Do Paraná a Bahia
Viajo ao Rio
Caótica paz

Não sei se voltaria
Mas por um fio
Fico na esperança que você me trás

Sem regras
Sem boas rimas
Eu continuo...

Escrevo nas linhas
Você poetiza
Nós no nosso rumo.

(Lolo Dantas)

28 de janeiro de 2015.

3 comentários:

Karoline Coelho de Andrade e Souza disse...

Que vontade boa que você trouxe de conhecer o arpoador... (:

Lolo Dantas disse...

Temos que ir!!!

Anônimo disse...

e assim se faz poesia sem morfos, sem medo e, talvez, com uma pitada de alegria. Ah, lindas tardes aquelas. Doloridas lembranças.

Com saudades...